quinta-feira, 17 de abril de 2014

DEPRESSÃO, O PARASITA DA ALMA


Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao teu nome; os justos me rodearão, quando me fizeres esse bem (Sl 142.7).

A depressão é uma realidade dramática que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Andrew Solomon definiu como um parasita que suga nossas energias. É como engolir o próprio funeral. É vestir uma roupa de madeira que, nos estrangula. A depressão é multicausal. Seu diagnóstico não é simples e sua cura não é fácil.

A depressão tem sido a causa de muitas outras doenças e o principal fator de suicídio. A depressão atinge pessoas de todos os estratos sociais e de todas as idades. Afeta religiosos e descrentes. Elias, depois de uma retumbante vitória no monte Carmelo, foi apanhado pelas garras da depressão. O mesmo homem que enfrentou com galhardia o rei Acabe e desafiou profetas de Baal agora foge tomado pelo medo, picado pelo veneno da depressão.

Elias quer morrer. Olha para a vida com pessimismo. Enxerga a vida pelas lentes do retrovisor. Está disposto a desistir do ministério e da própria vida. Enfia-se numa caverna, entupido de sentimentos turbulentos que se agitam em sua alma. Deus trata da depressão de Elias por meio da sonoterapia, oferecendo-lhe também um banquete no deserto.

Deus o chama da caverna e lhe dá oportunidade de desabafar. Mostra-lhe que o seu ministério não havia chegado ao fim, mas o melhor de sua vida ainda estava pela frente. Deus também pode tirar sua alma do cárcere, colocar seus pés sobre uma rocha e pôr em seus lábios um novo cântico.



(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 73)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

AS MARCAS DO AMOR


As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afoga-los; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado (Ct 8.7).

O amor é a maior das virtudes cristãs. É a síntese da lei, a evidência da conversão, a apologética final. Quais são os atributos do amor conjugal? Em Cântico dos Cânticos 8.6,7 Salomão fala sobre quatro atributos do amor. O primeiro é a inviolabilidade. O amor é como um selo colocado no coração e sobre o braço. O selo remeta a qualidade, pureza e legitimidade. Um selo não pode ser violado.

É assim o amor conjugal. O segundo atributo é seu caráter sacrificial. O amor é mais forte que a morte. Quem ama se doa, se entrega a pessoa amada. Jesus amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela. O marido que ama a esposa a si mesmo se ama. O amor deve levar o marido a dar a vida pela esposa. O terceiro atributo do amor é sua indestrutibilidade. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios podem afogá-los.

O amor conjugal é guerreiro, combativo, perseverante. Não é amor até a primeira crise. Não é amor até a primeira doença. O amor é galvanizado da bigorna do sofrimento. As lutas da vida, em vez enfraquecer o amor, o tornam ainda mais sólido e mais profundo.

Finalmente, o amor é insubornável. Ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado. O amor não é artigo que se compra no mercado. Não é um produto que está exposto na vitrine. O amor é insubornável. É íntegro. Não se capitula as vantagens imediatas nem se deixa seduzir por favores.



(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 113)

terça-feira, 15 de abril de 2014

COMO TER UM CASAMENTO FELIZ


Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada (Ct. 4.12)

O casamento é uma fonte de felicidade ou a causa de uma dor de cabeça. Muitas pessoas que começam cheias de romantismo terminam o casamento com lágrimas e decepção. Esse, porém, não é o projeto de Deus em relação ao casamento.

No livro de Cântido dos Cântidos, Salomão fala sobre alguns princípio que pavimentam o caminho de um casamento feliz. O primeiro deles é o elogio ( Ct 4.7). Devemos ser pródigos nos elogios e cautelosos nas críticas. O segundo princípio é o romantismo ( Ct 4.9). Nossas palavras e ações precisam ser cheias de nobreza.

Quanto mais semeamos na vida do cônjuge, mais colhemos no casamento. Terceiro princípio é a expressão do amor (Ct 4.10). Amor pode ser evidenciado em palavras, atos de serviço, tempo de qualidade, toque físico e generosidade. O quarto princípio é a comunicação saudável (Ct 4.11). A vida ou a morte do relacionamento passam pela comunicação.

Podemos dar vida ou matar um relacionamento conjugal dependendo da maneira como nos comunicamos. O quinto princípio é a amizade (Ct 4.12). Muitos casais dormem na mesma cama, mas não são amigos nem confidentes. Finalmente, o princípio da fidelidade (Ct 4.12). Não há casamento saudável se os cônjuges não se respeitam nem são fiéis. Um casamento feliz é aquele que pode dizer: Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu (Ct 6.3).

(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 112)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Boletim Informativo Ano IX - Nº. 385 - 13/04/14




“...abrirás de todo a mão (ao necessitado)...”
(Deuteronômio 15.8)

Um homem sem-teto investe parte do seu tempo em nossa biblioteca local. Uma tarde, enquanto eu lá estava, escrevendo, fiz uma pausa para o almoço. Após terminar a primeira metade de um sanduíche de peru e queijo suíço, veio-me à mente uma imagem do rosto daquele homem. Alguns minutos depois, ofereci-lhe a parte intocada de meu almoço. Ele aceitou.

Esse breve encontro me fez perceber que, com tudo que Deus me deu, eu precisava fazer mais para ajudar aos menos afortunados. Mais tarde, ao pensar sobre isso, li as instruções de Moisés sobre prover aos necessitados. Ele disse aos israelitas: “Não [...] fecharás as mãos a teu irmão pobre; antes, lhe abrirás de todo a mão...” (Deuteronômio 15.7-8).

A mão aberta simboliza a maneira como Deus desejava que Sua nação concedesse provisão às pessoas empobrecidas - com disposição e liberalidade. Sem desculpas, sem limitações (v. 9). Deus lhes havia dado, e desejava que eles dessem quantidade generosa o suficiente para suprir o que lhes faltava, ou seja; quanto lhes bastasse à sua necessidade (v. 8).

Quando oferecemos ajuda aos pobres, com as mãos abertas,Deus nos abençoa por nossa bondade (Salmos 41.1-3); Provérbios 19.17). Com a Sua direção, considere de que maneira você poderia “fartar a alma aflita”(Isaias 58.10) e dar liberalmente para ajudar a outros em nome de Jesus. - JBS

Você pode dar sem amar, mas não pode amar sem dar.
As mãos que se abrem para dar estão abertas para receber.

(Pão Diário nº 17, 04 de dezembro).



domingo, 13 de abril de 2014

NÃO TENHA MEDO


Não te mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares (Js 1.9).

Moisés, o grande líder de Israel, estava morto. O povo ainda não havia entrado na terra prometida. Precisava cruzar o rio Jordão e conquistar cidades fortificadas. Os inimigos eram muitos e poderosos. O povo estava com ânimo abatido por causa da morte de seu líder. É nesse contexto de luto e desânimo que Deus desafia Josué: Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel (Js 1.2).

Os líderes passam, mas Deus continua no trono. Os homens nascem e morrem, mas Deus continua liderando o seu povo. Quando parece que chegamos ao fim da linha, Deus continua com as rédeas da história em suas onipotentes mãos. Josué tinha muitos motivos para ter medo, mas Deus oferece a ele o melhor antídoto, sua companhia! Com Deus ao nosso lado, cruzamos rios caudalosos, escalamos montes altaneiros, descemos a vales profundos e enfrentamos desertos causticantes.

Nossa vitória não vem do braço da carne. É Deus quem luta quem adestra as nossas mãos para a peleja. É Deus quem desbarata os nossos inimigos. É Deus quem nos sustenta na caminhada e nos introduz na terra prometida. Em vez de termos medo, devemos ter fé. Em vez de olharmos para as circunstâncias, devemos olhar para o Deus que está no controle das circustâncias.

(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 38)

E DEUS VEIO MORAR COM OS HOMENS



E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles (Êx 25.8)



O Deus que nem o céu dos céus pode conter resolve habitar com seu povo. Então, ordena a Moisés que lhe faça um santuário. As prescrições para essa morada divina são absolutamente precisas. O santuário seria feito de acácia, uma madeira dura e cheia de nós, símbolo da nossa natureza pecaminosa.

Essa madeira deveria ser serrada em tábuas iguais, para mostrar que na igreja de Deus não existe hierarquia. Somos todos nivelados no mesmo patamar; somos servos. Depois essas tábuas deviam ser presas umas às outras por meio de um engaste. Isso significa que estamos aliançados uns aos outros. Somos membros da mesma família.

As tábuas seriam colocadas na vertical, e não na horizontal, representando a posição de ação da igreja no mundo. Mas essas tábuas deveriam ser erguidas não sobre a areia do deserto, mas sobre uma base de prata. E a prata remete à redenção. Entre nós e o mundo existe a cruz de Cristo. Estamos no mundo, mas não somos o mundo. Somos construídos na morada de Deus sobre o sólido fundamento da redenção.

Depois que o santuário ficou pronto, Deus ordenou a Moisés cobrir toda de acácia com ouro puro. Isso remete a justificação. Embora pecadores, fomos justificados e cobertos pela justiça de Cristo. Quando Deus nos vê, não trata mais segundo os nossos pecados, mas nos vê cobertos com a perfeita justiça de seu Filho. O apóstolo Paulo diz que o nosso corpo é o santuário do Espírito Santo e que Deus habita em nós!



(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 31)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

CUIDADO COM O ÁLCOOL



O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio (Pv 20.1).

O alcoolismo é uma tragédia nacional. É um vício terrível que escraviza, humilha e mata seus prisioneiros. O álcool é um ladrão de cérebros. É responsável por mais de 50% dos acidentes de trânsito e dos crimes passionais. As cadeias estão lotadas de seus heróis, e os cemitérios estão povoados por suas vítimas.

O álcool destrói a mente, sucateia o corpo e conspurca a alma. Um indivíduo alcoolizado torna-se um saco de pancada e uma ferramenta perigosa no lugar em que vive. O autor sagrado pergunta: Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram a beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada (Pv 23.29,30).

O álcool é sedutor e atraente. Porém, faz uma propaganda enganosa. Promete alegria paga com o desgosto; promete liberdade e escraviza; promete alívio e acicata; promete vida e mata. O álcool é como uma víbora, seu veneno é mortal.

O álcool produz perturbação mental, confusão emocional e transtorno mental. Uma pessoa bêbada vê coisas esquisitas, e da sua boca sai uma torrente de palavras insensatas. Um indivíduo alcoolizado acaba curtindo a dor da solidão e enfrentando o repúdio da sociedade. Cambaleia tropegamente ao receber os sopapos daqueles que o convidaram para esse banquete de mentiras. Mas, quando acorda do pesadelo, volta a beber, porque é escravo desse vício maldito.



(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 108)