quarta-feira, 30 de abril de 2014

DOIS CAMINHOS, DOIS DESTINOS


... porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela (Mt 7.14)

Há caminhos e descaminhos. Há caminhos certos que nos conduzem à vida e caminhos errados que levam à morte. Há caminhos cheios de atrativos, mas sinuosos e escorregadios, e caminhos difíceis, mas seguros e certos. Jesus falou sobre dois caminhos: um largo, espaçoso, fácil, cheio de atrativos, seguido por uma numerosa multidão.

Outro, apertado, estreito, íngreme, seguido por poucas pessoas. O caminho largo nada exige. Todos podem acabar por ele sem constrangimento ou exigência. Cada um segue do jeito que quer. Não há proibições nem restrições. Tudo é permitido, nada é proibido. Esse caminho oferece diversões e prazeres. Ao longo desse caminho, as pessoas celebram seus prazeres e curtem a vida sem se negar nenhum prazer.

Esse caminho tão disputado, porém, conduz à perdição. Seu fim é trágico. Desemboca no inferno, onde haverá choro e ranger de dentes. O caminho estreito passa pela renúncia e exige arrependimento. Ninguém entre por ele sem antes passar pela porta do nascimento. Todos são alertados de que, sem o auxílio de Deus, ninguém consegue andar por esse caminho.

Ao longo dessa estrada estreita, há várias placas, como: “Sem santificação ninguém verá o Senhor” e “Só os puros de coração verão a Deus”. Ao longo desse caminho há muitos perigos, muitas ameaças e inimigos terríveis. Muitas vozes tentam desviar os transeuntes. Mas aqueles que perseverarem até o fim serão salvos, entrarão no paraíso, na Nova Jerusalém, na bem-aventurança eterna.


(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 158)

terça-feira, 29 de abril de 2014

O CRISTO VENCEDOR




A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao Deserto, para ser tentado pelo Diabo     (Mt 4.1).

Jesus, cheio do Espírito Santo, foi levado ao deserto para ser tentado pelo Diabo. Jesus orou e jejuou quarenta dias, e nesse dia o Diabo o tentou. O lugar era hostil, pois se tratava de um deserto. A companhia era hostil, pois havia feras no deserto. A situação era hostil, pois tanto no calor do dia como no frio da noite Jesus se privou do pão da terra para saborear o Pão do céu. 

O inimigo era hostil, pois o Diabo não deu trégua ao Filho de Deus. O Diabo tentou Jesus em três diferentes áreas. Primeiro, a área física: Se és Filho de Deus, manda estas pedras se transformarem em pães (v.3). Embora a fome seja uma realidade dramática, Jesus respondeu: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede na boca de Deus (v.4).

Segundo, a área emocional. O Diabo tentou produzir em Jesus uma falsa confiança. Levou-o ao pináculo do templo e disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos teus anjos ordenará a teu respeito que te guardem (v.6). O Diabo é um mau exegeta (intérprete). Usa a Bíblia para tentar. 

Distorce seu significado e perverte sua aplicação. Jesus o refuta, dizendo: Não tentaras o Senhor teu Deus (v.7). Terceiro, a área espiritual. O Diabo mostrou a Jesus todos os reinos do mundo, dizendo: Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares (v.9). O Diabo tira seus disfarces e reivindica adoração, mas Jesus o golpeia com a espada do Espírito, dizendo: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto (v.10).

(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 157)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS


Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência (Jr 3.15).

Pastores e lobos gostam das mesmas coisas. Ambos gostam de ovelhas. Os pastores gostam das ovelhas para apascentá-las; os lobos, para devorá-las. Pior do que o lobo é o lobo disfarçado de pastor. Este é mais sutil: sua voz é mansa, mas seus dentes são afiados. 

Infiltra-se no meio do rebanho como protetor, mas é na verdade um explorador. Busca apenas a lã e a carne das ovelhas; serve-se delas.É nesse contexto de maus pastores que o profeta Jeremias anuncia que Deus dá a seu povo pastores. Algumas verdades devem ser aqui observadas. 

Em primeiro lugar, o pastorado é uma vocação. Um grande chamado divino, uma escolha feita não por homens, mas por Deus. O pastorado não deve ser exercido a menos que haja um chamado claro e irresistível da parte de Deus.

Segundo, o pastorado precisa de aprovação divina. Deus não dá apenas pastores, mas pastores segundo o seu coração. Um pastor ama primeiro a Deus e, por isso, ama o rebanho de Deus.

Seu compromisso primário é com o dono das ovelhas. Sua conduta é governada pelas leis do céu. Terceiro, o pastorado exige esforço. O texto fala em apascentar, o que significa cuidar, proteger, alimentar, disciplinar, fortalecer. Não é pastor aquele que não luta pelo rebanho nem dá sua vida pelas ovelhas. Finalmente, o pastorado exige preparação. O pastor apascenta as ovelhas com conhecimento e inteligência. É fiel à verdade e sensível às pessoas.

(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 126)

domingo, 27 de abril de 2014

VENCER A SI PRÓPRIO


Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.
(Hebreus, 10:35,36)

Se, durante uma luta de judô ou uma partida de um esporte qualquer, você se sente exausto, com certeza o adversário também deve estar. E se você pensa “Não agüento mais”, por certo o adversário também deve estar pensando o mesmo.
Quando se supera essa fase com grande esforço, é que se consegue derrotar o adversário. E então você imagina que está vencendo o “outro”, quando na verdade está vencendo a “si próprio”. Por isso o esporte é um auto- treinamento do eu.
Aliás, não só o esporte, mas a própria vida em si é um campo de auto-adestramento. É o local sagrado onde se faz manifestar brilhantemente a natureza divina imanente em seu interior. Esta é a verdade, e nada além dela.



(Por uma vida radiante – pg 139)

sábado, 26 de abril de 2014

CONSAGRE O SEU MELHOR PARA DEUS


Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a petição que eu lhe fizera. Pelo que também o trago como devolvido ao Senhor... (1Sm 1.27.28).

Ana foi uma mulher extraordinária. Lutou pelo sonho de ser mãe, a despeito de todos à sua volta conspirarem contra esse propósito. Derramou lágrimas no altar e o coração diante de Deus. Jamais recuou. Queria ter um filho, não para si mesma, mas para consagrá-lo a Deus. Teve a ousadia de oferecer o seu melhor para Deus.

Em resposta divina a todo o seu clamor e cumprindo a palavra profética de Eli, Ana ofereceu e deu à luz a Samuel. Consagrou-se ao Senhor por todos os dias de sua vida. Sabia que seu filho viera de Deus, era de Deus e devia ser consagrado de volta para Deus. Não fosse esse entendimento, e Samuel teria sido um ídolo na vida de Ana.

Não compreendesse essa verdade, e sua vida teria gravitado ao redor de Samuel. Nós também precisamos entender que tudo o que somos e temos vem de Deus, é de Deus e deve ser consagrado de volta para Deus. Nossa família, nossa casa, nosso trabalho e nossos bens são dádivas de Deus. Devemos tomar o melhor daquilo que Deus nos tem dado a colocar no altar.

Deus merece as primícias, e não as sobras. Precisamos colocar no altar de Deus o nosso Samuel. Precisamos compreender o que o Deus das bênçãos é melhor que as bênçãos de Deus. Precisamos saber que os sonhos de Deus são maiores do que os nossos sonhos. Precisamos compreender que nada possuímos que não tenhamos recebido, para voluntária e alegremente devolvermos a Deus o melhor do que ele nos tem dado.



(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 51)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

NÃO DESISTA DOS SEUS SONHOS



Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva [...] e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei todos os dias da sua vida...(1Sm 1.11)

Eu sei que você tem sonhos. Todos nós temos. Quem não sonha não vive; quem desistiu de sonhar desistiu de viver. É provável também que você tenha perdido seus sonhos mais belos pelas estradas da vida. Talvez seus sonhos se tenham se transformado em pesadelos. É até possível que você já tenha enterrado seus sonhos e desistido deles.

Quero encorajá-lo, entrementes, a levar de volta os seus sonhos à presença de Deus. Para o Senhor, não há impossíveis. Ana tinha um sonho, o sonho de ser mãe. Porém, Ana era estéril. Seu ventre era um deserto. Apesar das circunstâncias irremediáveis, Ana creu que Deus poderia fazer um milagre em sua vida. Ela não desistiu de esperar, ainda que contra a esperança. Não desistiu de orar, apesar do tempo que se adiava.

Não desistiu de chorar diante de Deus, ainda que todos à sua volta tentassem fazê-la desistir. Ana tomou posse da promessa de Deus, em vez de nutrir na alma o absinto da revolta. Ana saiu da Casa de Deus com rosto resplandecendo de alegria e a promessa da vitória em suas mãos. Ela voltou para casa e coabitou com o marido. Deus se lembrou dela, e Ana concebeu, dando à luz seu filho Samuel.



(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 48)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

SEJA UM ESPECIALISTA



Tomou o seu cajado na mão e escolheu para si cinco pedras lisas do ribeiro [...]; e, lançando mão da sua funda, foi-se chegando ao filisteu (1Sm 17.40).

Certa feita, o rei Saul vestiu Davi com sua armadura. Colocou em suas mãos sua espada, pensando com isso equipar o jovem para a grande batalha com o gigante Golias. Davi nem conseguiu andar com toda aquela tralha. Desvencilhou-se do pesado aparato, correu à beira do riacho, catou cinco pedras lisas e as colocou em seu alforje de pastor.

Com a funda na mão, Davi correu em direção ao gigante, certo de que não erraria o alvo. Não adianta trajar roupa de rei sem ser rei. Não vencemos o inimigo trajando armadura alheia. Com uma funda na mão, Davi era capaz de acertar um fio de cabelo, quanto mais a testa de um gigante! Davi era um especialista. Tinha mais do que coragem; tinha preparo!

Um vencedor é alguém que se especializa no que faz. Os medíocres ficam aquém da média, os vencedores se erguem acima da média. Os vencedores fazem seu trabalho com excelência. Destacam-se pelo esmero e pela eficiência. Davi venceu o gigante, encravando-lhe na testa a primeira pedrada.

O insolente inimigo que desafiou o exército de Israel por quarenta anos acabava de ser derrotado por um jovem pastor. Isso não foi um acidente. Davi confiava em Deus e era um especialista. Nossa dependência de Deus não nos leva para a negligência, mas nos empurra para o trabalho árduo. Trabalhamos como se tudo dependesse de nós e oramos como se tudo dependesse de Deus. Essa combinação produz resultados extraordinários!



(Do Livro: Gotas de Alegria para a Alma, pg.: 55)